Revista Thésis
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<h3><strong>Linha editorial</strong></h3> <p><span style="font-weight: 400;">A Revista <em>Thésis</em> tem como foco principal a publicação de artigos de relevância científica decorrentes de pesquisas de caráter teórico ou empírico, análises críticas ou ensaios, que contribuam para o avanço e a difusão de novos conhecimentos na área de A&U. Conquanto o foco da revista seja, primordialmente, a área de A&U, entende-se que a ciência atual é interdisciplinar e, portanto, a revista poderá aceitar contribuições de outros campos disciplinares afins, de maneira a aumentar o impacto da publicação e sua circulação nacional e internacional. A revista <em>Thésis</em> corrobora as premissas da Ciência Aberta e não cobra qualquer taxa de submissão ou publicação. </span></p>ANPARQ - Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismopt-BRRevista Thésis2447-8679<p>Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem e desenvolvam seu trabalho, sem fins comerciais, contanto que eles atribuam o crédito pela criação original. </p>Do ver ao viver: corporeidade e os teatros de Lina Bo Bardi
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<p>O artigo investiga as diferenças nas concepções de três teatros projetados por Lina Bo Bardi, buscando compreender as noções da sua arquitetura cênica e deriva de uma tese que investiga a ideia de “Arquitetura Pobre” de Bo Bardi, explorando a interação entre corpo, ação e ambiente. O objetivo central é compreender como a concepção espacial de Bo Bardi vai mudando de um "ver" (contemplação) para o "viver" (ação), utilizando como objetos de estudo os teatros do MASP, do SESC Pompeia e o Teatro Oficina. No Teatro do MASP, observa-se uma tentativa de teatro artaudiano inspirada em um teatro da ação. No SESC Pompeia, a arquiteta experimenta uma arena duplamente encarada, com arquibancadas simétricas que dividem a atenção do ator. Já no Teatro Oficina, Lina Bo e Edson Elito transformam o palco em uma rua, palco para um cortejo, mesclando o espaço teatral à cidade e criando um ambiente participativo, no qual público e atores partilham a experiência da cena e da vida. A análise mostra uma transição da contemplação à vivência, da forma à ação. Sua “arquitetura pobre”, demonstra mais uma de suas características, a de propor um espaço que depende da presença e da corporeidade, em que arquitetura e dramaturgia se mesclam em uma experiência sensível e coletiva.</p>Luiz Fernando de Biazi SebaLuís Antônio Jorge
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2026-03-252026-03-25112110.51924/revthesis.2026.v11.602Para além de traços de nanquim
https://thesis.anparq.org.br/revista-thesis/article/view/588
<p>Este artigo propõe uma análise das “zonas de contato” estabelecidas pela gestão de Niomar Moniz Sodré Bittencourt no processo de financiamento da construção do Bloco-Escola do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, inaugurado em 1958. A partir de 1952, ano em que Niomar assumiu a presidência do museu, o estudo investiga as estratégias políticas e econômicas mobilizadas para viabilizar o empreendimento. Nesse sentido, examinam-se tanto os jogos políticos que possibilitaram a condução de iniciativas na esfera pública — como os acordos com o senador Jorge Lacerda e com o presidente Juscelino Kubitschek — quanto as ações articuladas pela própria gestão do museu em colaboração com a iniciativa privada. Entre estas, destacam-se as viagens realizadas por Niomar Moniz Sodré Bittencourt, Affonso Eduardo Reidy e Carmen Portinho, em 1955 e 1957, voltadas ao estabelecimento de contatos com veículos de mídia especializada e não especializada, assim como com industriais norte-americanos. Busca-se, assim, evidenciar os movimentos de “troca” e os “[...] processos de negociação e adaptação cultural” (AVERMAETE; NUIJSINK, 2021) que permeiam a produção arquitetônica.</p>Sarah Jansen BarrosPriscilla Alves Peixoto
Copyright (c) 1969 Sarah Jansen Barros, Priscilla Alves Peixoto
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2026-03-192026-03-191121Inteligência artificial e temporalidades do projeto urbano: da linearidade moderna ao crono-urbanismo algorítmico
https://thesis.anparq.org.br/revista-thesis/article/view/601
<p>O artigo analisa criticamente a incorporação da inteligência artificial no projeto urbano contemporâneo a partir da noção de temporalidades cruzadas, discutindo como sistemas informacionais e algoritmos reconfiguram o tempo do processo projetivo. Parte-se do entendimento de que a informática, neste contexto, não deve ser compreendida como recurso meramente tecnológico, mas como campo sociotécnico de mediação, simulação e condensação temporal no projeto urbano, ligado às humanidades digitais. Ancorado em autores que problematizam os ritmos urbanos, a aceleração social e a simultaneidade temporal, o estudo argumenta que a inteligência artificial desloca o projeto de um modelo linear e sequencial, característico da modernidade, para um regime iterativo, recursivo e policrônico, aproximando-se do que François Ascher denomina crono-urbanismo. A partir de uma abordagem teórico-conceitual e qualitativa, o artigo articula contribuições da história do tempo, da teoria narrativa e da crítica ao presentismo, evidenciando tanto as potencialidades quanto os riscos da antecipação algorítmica, da compressão do tempo decisório e da automatização das expectativas no planejamento urbano. Conclui-se que a inteligência artificial constitui uma condição contemporânea do projeto urbano, mas questionando o seu sentido sempre positivo, ademais exigindo o reposicionamento crítico do arquiteto e do urbanista como mediadores das temporalidades algorítmicas, em diálogo com os ritmos sociais e urbanos.</p>Carlos Quedas CampoyCleide Izidoro
Copyright (c) 1969 Carlos Quedas Campoy, Cleide Izidoro
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2026-03-192026-03-19112110.51924/revthesis.2026.v11.601