Arquitetura religiosa, memória coletiva e identidade na formação da paisagem urbana do interior paulista

Publicado
2026-05-25
Palavras-chave: arquitetura religiosa, memória coletiva, patrimônio cultural, interior paulista religious architecture, collective memory, cultural heritage, são paulo state interior arquitectura religiosa, memoria colectiva, patrimonio cultural, interior paulista

    Autores

  • Thamires Poi Prudêncio Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"; Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design; Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo https://orcid.org/0009-0005-4235-7168
  • Wesley Aparecido dos Santos Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"; Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design; Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo https://orcid.org/0009-0008-5059-5862
  • Vladimir Benincasa Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"; Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design; Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo https://orcid.org/0000-0002-9906-2038

Resumo

Este artigo analisa a arquitetura religiosa como elemento estruturador da paisagem urbana e mediador da memória coletiva no interior paulista. Parte-se da compreensão de que a cidade ultrapassa sua dimensão material, configurando-se como uma construção simbólica sustentada pelos significados atribuídos aos seus espaços. A investigação desenvolve-se a partir de revisão teórica que articula os conceitos de lugar antropológico e patrimônio, buscando evidenciar como os templos católicos funcionam como âncoras físicas de continuidade histórica no tecido urbano. No contexto brasileiro, examina-se a influência do regime do padroado e a constituição dos patrimônios religiosos como vetores de ocupação territorial, nos quais a edificação sacra desempenhava funções administrativas e institucionais centrais para a oficialização dos núcleos urbanos. A análise aborda, ainda, as tensões entre a centralidade eclesiástica tradicional e as novas lógicas espaciais decorrentes da expansão cafeeira e ferroviária no século XIX, demonstrando que, apesar das transformações infraestruturais, o edifício religioso permanece como suporte ativo da memória. Conclui-se que a arquitetura sacra deve ser compreendida como fenômeno dinâmico, cuja preservação é fundamental para sustentar o sentido de lugar e a coesão social nas cidades contemporâneas.

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Como Citar
POI PRUDÊNCIO, Thamires; APARECIDO DOS SANTOS, Wesley; BENINCASA, Vladimir. Arquitetura religiosa, memória coletiva e identidade na formação da paisagem urbana do interior paulista. Revista Thésis, Rio de Janeiro, v. 11, n. 21, 2026. DOI: 10.51924/revthesis.2026.v11.612. Disponível em: https://thesis.anparq.org.br/revista-thesis/article/view/612. Acesso em: 26 maio. 2026.

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