Temporalidades suprimidas: desmantelamiento urbano y reconstrucción virtual como dispositivo de memoria en el Morro de Santo Antônio
Resumen
Este artículo examina los desmontes del Morro de Santo Antônio, en el centro de Río de Janeiro, como una operación que no solo remueve la materia, sino que suprime las capas temporales y simbólicas depositadas en el paisaje urbano. A partir de la articulación entre los regímenes de historicidad (HARTOG, 2013), el par experiencia/expectativa (KOSELLECK, 2006), la crítica a la aceleración y a la destemporalización (HAN, 2016), la legibilidad de la ciudad (LYNCH, 1960) y la alegoría del patrimonio (CHOAY, 2001), el desmonte es interpretado como un acto de política temporal: un gesto que colapsa el pasado para liberar el presente de sus obligaciones de memoria. En diálogo con la Carta de Londres (2009), se presenta un modelo geométrico-expográfico del morro desarrollado en el motor de juegos Unreal Engine, en el marco de investigación de maestría, que reconstruye virtualmente aquello que la ciudad ha eliminado. Se argumenta que la reconstrucción digital, cuando se fundamenta en rigor documental, opera menos como restitución y más como contranarrativa — un dispositivo crítico de memoria capaz de devolver al espacio urbano las temporalidades que le han sido sustraídas.
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Citas
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