Corpos falantes no plano desejante

uma cartografia da pegação no Plano Piloto (Brasília)

Publicado
2026-11-04
Palavras-chave: epistemologias dissidentes, produção do espaço, pegação, Brasília dissident epistemologies, production of space, cruising, Brasília epistemologías disidentes, producción de espacio, cruising, Brasília

    Autores

  • Yuri da Costa Universidade de Brasília; Programa de Pós-Graduação; Faculdade de Arquitetura e Urbanismo https://orcid.org/0000-0002-7662-3285
  • Eduardo Rocha Lima Universidade Federal da Bahia; Faculdade de Arquitetura e Urbanismo https://orcid.org/0000-0002-3740-8558
  • Silvia Badim Marques Universidade de Brasília; Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos; Faculdade de Direito

Resumo

Este artigo objetivou analisar como práticas homoeróticas, especificamente a pegação, reconfiguram usos e significados dos espaços no Plano Piloto de Brasília, tensionando a racionalidade modernista de seu traçado. A pesquisa mobilizou o método Caso-Experiência, fundamentado em epistemologias dissidentes, combinando cartografia, mapeamento corporal e imersão direta no campo, com pesquisa realizada em 2025 no Plano Piloto Tombado. Para atingir o objetivo, mobilizamos aportes teóricos de Barthes (2001), Butler (2012), Preciado (2014), Foucault (2013) e Berlant e Warner (1998). Como resultados, identificamos que a pegação opera como micropolítica sexual e espacial, constituindo uma dimensão erótica ou uma escala desejante além das quatro escalas nomeadas por Lúcio Costa (monumental, residencial, gregária e bucólica), capaz de subverter a normatividade urbana prevista pelo traçado modernista. Além disso, a pegação também é capaz de produzir sociabilidades efêmeras que auxiliam no processo de reinscrição do corpo e da sexualidade masculina para além da matriz cisheterossexual.

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Referências

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Como Citar
DA COSTA, Yuri; ROCHA LIMA, Eduardo; BADIM MARQUES, Silvia. Corpos falantes no plano desejante: uma cartografia da pegação no Plano Piloto (Brasília). Revista Thésis, Rio de Janeiro, v. 11, n. 22, 2026. DOI: 10.51924/revthesis.2026.v11.727. Disponível em: https://thesis.anparq.org.br/revista-thesis/article/view/727. Acesso em: 4 nov. 2026.

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