Arquitectura religiosa, memoria colectiva e identidad en la formación del paisaje urbano del interior del estado de São Paulo.
Resumen
Este artículo analiza la arquitectura religiosa como elemento estructurador del paisaje urbano y mediador de la memoria colectiva en el interior del estado de São Paulo. Se parte de la comprensión de que la ciudad trasciende su dimensión material, configurándose como una construcción simbólica sustentada por los significados atribuidos a sus espacios. La investigación se desarrolla a partir de una revisión teórica que articula los conceptos de lugar antropológico y patrimonio, buscando evidenciar cómo los templos católicos funcionan como anclas físicas de continuidad histórica en el tejido urbano. En el contexto brasileño, se examina la influencia del régimen del patronato y la constitución de los patrimonios religiosos como vectores de ocupación territorial, en los cuales la edificación sacra desempeñaba funciones administrativas e institucionales centrales para la oficialización de los núcleos urbanos. El análisis aborda, además, las tensiones entre la centralidad eclesiástica tradicional y las nuevas lógicas espaciales derivadas de la expansión cafetalera y ferroviaria en el siglo XIX, demostrando que, a pesar de las transformaciones infraestructurales, el edificio religioso permanece como soporte activo de la memoria. Se concluye que la arquitectura sacra debe ser comprendida como un fenómeno dinámico, cuya preservación es fundamental para sustentar el sentido de lugar y la cohesión social en las ciudades contemporáneas.
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Citas
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